Fábrica da Baleia - Horários / Opening hours

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15 de Junho - 15 de Setembro:
Todos os dias: 10:00 - 18:00

16 de Setembro - 14 de Junho:
Segunda a sexta: 09:30 - 16:30
Sábados, domingos e feriados: 14:00 - 17:30*
(*Encerra aos fins de semana e feriados
entre 1 de Novembro e 15 de Abril)

15th of June to 15th of September:
Every day: 10:00 - 18:00

16 of September to 14th of June
Mon - fri: 09:30 - 16:30
Sat, Sun and bank holidays: 14:00 - 17:30*
(closed on weekends and bank holidays between the 1st of November and the 15th of April


oma_logo_museuEntrada

 
Crianças (até 12 anos incl.) - Gratuito
Júnior (13-18 anos) - €2,00
Adulto (19-64) - €3,00
Sénior (>65) - €2,00
Família (2 adultos e duas crianças até 17 anos) - €5,00

Descontos para sócios, Cartão Jovem, InterJovem, estudantes, agentes de viagens, etc..

 

A Fábrica da Baleia de Porto Pim é um complexo industrial que se situa na parte sudoeste da Baía Porto Pim, na encosta do Monte da Guia. Com cerca de 7000 visitantes por ano, a Fábrica da Baleia mantém-se como um dos melhores exemplares da extinta indústria baleeira açoriana, essencial para a compreensão histórica, económica e social dessa actividade.

História da Fábrica

A Fábrica da Baleia de Porto Pim começou a ser construída em 1941 e em 1942 começou a laborar em fase experimental. A sua proprietária era a SIMAL – Sociedade Industrial Marítima Açoreana, Lda., constituída em 1939, e tinha como objectivo a “exploração da indústria do aproveitamento integral da baleia e outras espécies marinhas e comércio dos respectivos produtos”. Durante os 30 anos de laboração, processaram-se 1940 cachalotes que produziram 44 mil bidões de óleo.
Em 1974, acompanhando o declínio mundial da indústria baleeira, a fábrica fechou as suas portas. Em 1980 o Governo Regional dos Açores adquiriu todo o complexo fabril com objectivo de ali instalar o Departamento de Oceanografia e Pescas e uma Escola de Pesca, desígnio que nunca se chegou a realizar. Em 1984, a antiga fábrica foi classificada como Imóvel de Interesse Público (IIP). Depois de quase duas décadas de degradação do edifício e da sua maquinaria, sem dúvida atenuadas pela acção persistente de Manuel da Rosa Correia (Patrão Manuel), e de Manuel Medeiros (Sr. Amaral), a fábrica foi finalmente alvo de obras de restauro e de beneficiação. O Centro do Mar foi inaugurado em 2000, com o objectivo de se tornar num núcleo museológico de divulgação cultural e científica. Desde 2004, que a Fábrica é a sede do Observatório do Mar dos Açores (OMA), que desde então tem vindo a dinamizá-la. Em 2010, a Fábrica da Baleia de Porto Pim foi inserida no Complexo monte da Guia do Parque Natural da Ilha do Faial.

Exposição Permanente

A exposição permanente da Fábrica da Baleia de Porto Pim conta praticamente com a sua maquinaria original. Na fábrica poderemos ver os vários espaços por onde decorriam as várias fases do processamento integral do cachalote para obtenção dos subprodutos comerciais (óleo de toucinho e aproveitamentos e farinhas de carne, ossos e sangue), muito procurados até aos anos 60 do século XX.   

  1. Casa das Caldeiras. Aí encontram-se as duas imponentes caldeiras a vapor, testemunhos únicos e exemplares do funcionamento da indústria a vapor.
  2. mixPlataforma de desmancho e rampa de varagem. Espaço exterior onde se procedia à primeira fase do processamento do cachalote: o desmancho. Destaca-se a chaminé das Caldeiras a Vapor, que contém no topo as iniciais da antiga proprietária – SIMAL.
  3. Casa das Autoclaves. Local constituído por seis autoclaves onde se procedia, por acção do vapor, à extracção do óleo de baleia.
  4. Casa das Farinhas. Espaço onde se encontra toda a maquinaria original da reconhecida marca norueguesa Myrens Verksted e os motores da marca alemã MotorenFabrik Deutz AG. Este mecanismo de produção de farinhas era automatizado e contínuo, sendo para a época uma tecnologia avançada.

Outros espaços
 
A Sala dos Óleos, espaço anexo ao edifício principal com acesso pelo pátio principal, era o local onde se armazenava o óleo em 8 tanques subterrâneos.
A Sala Patrão Manuel, localiza-se no andar superior da Casa das Autoclaves e apresenta as tampas dos autoclaves por onde era introduzido o toucinho para extracção do óleo.

Actualmente estas salas são espaços polivalentes usados para a realização de eventos diversos organizados pelo OMA, pelos seus parceiros e pela comunidade local.
Aqui realizam-se reuniões, conferências, palestras, workshops, exposições, cursos de pequena duração e média duração, teatro, música, etc.
    
A Loja da Fábrica localiza-se num edifício que tem entrada independente ao edifício principal. Era o antigo armazém das farinhas e continha 4 tanques subterrâneos para armazenamento do óleo. Actualmente é a loja do OMA onde se encontra produtos temáticos ligado ao Mar dos Açores como posters da biodiversidade marinha da região, livros, gravuras, puzzles, T-shirts, DVDs, entre outros.

O Bar da Praia é um espaço único onde se pode desfrutar da magnífica paisagem da Baía de Porto Pim (actualmente aguardando nova gerência). É frequente este espaço dar apoio às instalações e aos eventos que se realizam na Fábrica.

Núcleo Museológico de Arqueologia Industrial

Em Maio de 2008, o OMA criou um núcleo de museologia assente na Arqueologia Industrial, tendo como objectivos a salvaguarda, estudo e divulgação do património baleeiro do Faial. Este processo decorreu de forma natural e resultou do facto de o OMA estabelecer, em 2004, a sua sede na Fábrica da Baleia de Porto Pim e, desde então, desenvolver actividades de dinamização e divulgação do espaço.
 
O núcleo museológico tem os seguintes objectivos:

•    Desenvolver estudos e produzir edições, debates e exposições sobre a história da baleação nos Açores, em particular no Faial;
•    Preservar e valorizar o património existente;
•    Participar na museografia das infra-estruturas e equipamentos da Fábrica da Baleia;
•    Dinamizar a exposição permanente do núcleo museológico da Fábrica da Baleia (visitas guiadas, edição de informação, etc.).

O Património da Reis & Martins, Lda.

A exposição permanente da fábrica encontra-se actualmente complementada com o espólio baleeiro das antigas armações baleeiras do Faial, pertencente à Reis & Martins, Lda. Esta exposição resulta da parceria que o OMA estabeleceu em 2008 com a Reis & Martins, Lda. com vista a salvaguardar, estudar e inventariar o património baleeiro existente na posse daquela empresa. Este projecto, foi impulsionado por um dos herdeiros deste espólio, Tomás Duarte, que entendeu a importância deste espólio para o estudo da baleação no Faial e nos Açores. O espólio inclui espaços (os antigos Armazéns da Rua Nova), equipamentos (botes baleeiros, lanchas, ferramentas de construção e manutenção naval, etc.) e o arquivo documental das antigas armações baleeiras faialenses que operaram na ilha do Faial durante a fase industrial da baleação açoriana (1940-1984). Em 2009, a Direcção Regional da Cultura (DRaC) financiou este projecto por o considerar de relevante interesse para a Região.
 
Pretende-se com este projecto, chamar a atenção para a preservação de um património que é testemunho da história da região, facilitar e permitir o estudo da baleação no Faial e contribuir para aprofundar o conhecimento histórico e económico da indústria baleeira na região.

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A exposição permanente da Fábrica da Baleia de Porto Pim conta praticamente com a sua maquinaria original. Na fábrica poderemos ver os vários espaços por onde decorriam as várias fases do processamento integral do cachalote para obtenção dos subprodutos comerciais (óleo de toucinho e aproveitamentos e farinhas de carne, ossos e sangue), muito procurados até aos anos 60 do século XX.      

 

1)      Casa das Caldeiras. Aí encontram-se as duas imponentes caldeiras a vapor, testemunhos únicos e exemplares do funcionamento da indústria a vapor.

 

2)      Plataforma de desmancho e rampa de varagem. Espaço exterior onde se procedia à primeira fase do processamento do cachalote: o desmancho. Destaca-se a chaminé das Caldeiras a Vapor, que contém no topo as iniciais da antiga proprietária – SIMAL.


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